FALAR A QUALQUER MOMENTO
- Núcleo Experimental em Movimento - NEM
- 21 de jul. de 2022
- 1 min de leitura

Quando iniciamos o projeto Palavra Dançada, tínhamos o desejo de superar desafios com o uso da palavra falada no corpo cênico. Primeiramente estivemos em uma etapa de encontros presenciais compartilhados entre os artistas-pesquisadores Giselle Rodrigues e Lupe Leal, coordenadores do NEM e propositores do projeto.
Os encontros foram todos baseados em dinâmicas de improvisação, tendo também como base materiais textuais, em especial o manuseio e leitura falada da obra "Catatau", de Paulo Leminski, que exacerba em sua própria forma textual a busca por novas lógicas de corporificação da palavra.

Não havia muito para onde fugir: tínhamos que dançar e falar. Situar nossos desafios, já que abrir o canal da fala muitas vezes soa mais como uma atitude forçosa do que como um movimento espontâneo.
Ao longo dos encontros a dois, fomos estabelecendo que não haveria momento certo para começar a falar. Falar, mesmo que por diversas vezes ininterruptamente. Perder o medo da literalidade e permitir que a fala mimetizasse ou pelo menos procedesse semelhantemente às próprias qualidades mais básicas do movimento corporal.
Assim, fomos buscando ali situar alguns princípios e exercícios que depois aprofundamos em práticas coletivas de investigação com nossos pesquisadores colaboradores, integrantes do NEM: Açucena Lima, Eduardo Görck, Gabriel da Paz, Gustavo Haeser, Lucas Passarinho, Luciana Matias, Nati Venturelli, Paulo Victor Gandra, Tauã Franco e Vini Rodrigues.





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