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ESCORREGAR COM A FALA NO "TOBOGÃ" DO FLUXO ATENCIONAL

  • Foto do escritor: Núcleo Experimental em Movimento - NEM
    Núcleo Experimental em Movimento - NEM
  • 28 de abr. de 2022
  • 1 min de leitura

Atualizado: 5 de nov. de 2022


A gente sente que quando o corpo da palavra se altera, o seu significado se altera junto, não é? Mas qual é o corpo da palavra falada? Como explorar essas curvas do som que corporificam a palavra numa conjugação mais ampla possível com as curvas de movimento do corpo como um todo?


Nessa brincadeira exploramos bastante o exercício do "tobogã", prática presente nos princípios do Olhar Criador, trabalho realizado pelo @olupeleal. O exercício busca observar e ampliar os movimentos dos olhos (como flagrantes da dinâmica interna, a da atenção) para os movimentos da voz. Com isso, e especialmente quando nos mantemos falando/cantando num contínuo de som, "sem ponto final", vamos escorregando no tobogã desse fluxo interno da atenção que fica evidente nos olhos, entre altos e baixos, curvas mais ou menos súbitas que claramente trazem qualidades muito diversas para as palavras faladas, modificando então seu sentido por conta do modo como são dançadas.


Mais e mais, ampliamos o tobogã para o corpo inteiro, sem medo da literalidade e desejando perceber como cada contração ou expansão do corpo, cada mudança de rumo ou de ritmo afeta e qualifica a palavra que está sendo construída no corpo e lançada pela boca em tempo real. Afinal, se uma imagem/um gesto/um olhar vale mais que mil palavras, pensar o movimento em comunhão com a palavra é investir valor naquilo que falamos.


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