CORPORIFICANDO A PALAVRA FALADA (POR OUTRO)
- Núcleo Experimental em Movimento - NEM
- 25 de ago. de 2022
- 1 min de leitura

Virou notícia: Performers pesquisando a palavra falada dançam o que escutam outra pessoa ler e o resultado é uma... é um...
Difícil dizer.
Ainda mais se a leitura for do "Catatau", "romance-ideia" do Paulo Leminki.
Observamos que esse exercício acentuou em nossa expressividade corporal a lógica da explicação, o ímpeto de explicar, apresentando por vezes gestualidades bastante calcadas no aspecto representacional, clichês gestuais, utilização de códigos sociais estabelecidos, o que também escancara o desafio de se misturar esse aspecto com uma expressividade mais abstrata, não codificada.
Isso situa o desafio do exercício em como nos deixamos orientar pela escuta da palavra falada. Que desafio é esse? Desafio de tratar a palavra falada não só em sua função semântica, mas admitindo como estímulo também as imagens que ela desencadeia de imediato, sem elaborações complexas, assim como o impacto direto da performance vocal de quem lê, de modo que isso altere o desenho do fluxo atencional de quem dança e por consequência o desenho de seu fluxo de movimento.
Vamos brincar mais disso?




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