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"CATATAU": DANÇAR O TEXTO LIDO

  • Foto do escritor: Núcleo Experimental em Movimento - NEM
    Núcleo Experimental em Movimento - NEM
  • 21 de jun. de 2022
  • 1 min de leitura

Uma loucura dançar a palavra falada sendo lida em tempo real por outra pessoa. Mais louco ainda quando nosso companheiro de leitura é o "Catatau" de Paulo Leminski, "romance-ideia" como define o próprio autor, repleto de neologismos e lógicas alternativas de construção com a palavra escrita.


O desafio é dançar como se fosse você quem estivesse falando o texto que está ouvindo.


Ao dançar (com) (a) palavra, muitas vezes nos surpreendemos com o impulso mais genuíno de desejar comunicar algo. Mais do que falar propriamente, parece ser interessante como a dinamização desse ímpeto de falar, ao se espalhar pelo corpo inteiro, vai modificando as qualidades do movimento.


A palavra dançada então aparece como ferramenta para formular novas danças em nossos corpos, misturando gestos codificados e movimentos abstratos; misturando a atitude de devaneio e introspecção com a atitude de contato direto com o interlocutor e a tentativa de explicar, comunicar algo.


Nessa mistura, incorporamos à dança aspectos que estão presentes no fenômeno de falar e que muitas vezes se ausentam do movimento dançado.


Vocês também acham que há qualidades na dinâmica de falar que, quando circulam pelo corpo inteiro, podem fazer surgir novas danças?


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