A PALAVRA FALADA DA BOCA PARA DENTRO
- Núcleo Experimental em Movimento - NEM
- 3 de mai. de 2022
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As experimentações cronofotográficas como a da imagem acima fazem parte de um interesse por analisar e decompor o movimento por meio da desaceleração. Elas estão presentes em inúmeras obras artísticas.
No âmbito da construção do corpo da palavra, como podemos formular esse mesmo rastro? Se enxergamos esse espectro do corpo da palavra, o que se vê no falar da boca para dentro e não só da boca para fora?
Enquanto a palavra dança, estamos buscando pela origem do desejo de falar, antes, muito antes da consumação desse desejo, que é a palavra propriamente (e literalmente) dita!
Estamos percebendo também como a presença de um interlocutor (algo ou alguém, mesmo que seja você mesmo em seus pensamentos) é um elemento fundamental para que esse ímpeto de falar seja solicitado.
O corpo poético expressivo parece por vezes brigar com a palavra falada. Então pode parecer trivial, mas continua sendo potente observar que uma coordenação maior desses elementos que integram o processo de corporificação da palavra (antes e depois da boca falar), acabam mudando tudo no momento em que ela se constrói efetivamente.
O que acham disso?




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